quarta-feira, 7 de abril de 2010

Seu dia

E foi o seu dia.... Um dia delicioso, cheio de carinho, de alegrias e de supresa. Papai e eu nos esforçamos ao máximo para fazer tudo à sua altura. Tia Marcinha dedicou-se meses aos detalhes, e os colocou em prática com a ajuda da vovó Lúcia, do vovô Jorge, do Tio Pardal e dos seus padrinhos.

Um dia de muito sol, muito calor, de um céu azul intenso. Acordamos cedinho, nós duas. Fomos buscar a Tia Marcinha no metrô e por volta de 10h já estávamos nós três no salão, começando a montagem de tudo.

Em seguida os colaboradores chegaram, e a cada segundo tudo se encaixava e se concretizava do jeitinho que planejamos. Os móbiles, os cataventos, as borboletas, os laços e laços e laços e laços...

Até que... tchanam!


Os ovinhos pintados um a um pela Tia Marcinha foram o must da festa... Belezuras! E os detalhes da mesa foram friamente calculados... hihihi


Os cataventos deram um charme e me fizeram relembrar minha infância


Você acompanhou toda a montegem, e estava elétrica. Prevendo que você estaria acabada na festa se não dormisse um pouco, te levei para a casa da vovó e você dormiu um pouco, alguns minutos antes da festa começar. Tudo bem, ela só começou mesmo quando você acordou...






Você rompeu o paradigma de que a criança não curte a festa de um ano. Você curtiu, e muito. Achou o máximo ter tantas pessoas legais e que você gosta juntos no mesmo lugar. Olhava atenta a cada detalhe, e amou a retrospectiva linda.
Brincou, pulou na cama elástica, bateu palmas o "parabéns" todinho, e parecia entender que todos estavam ali por sua causa. E retribuiu a todos com lindos sorrisos.
Um dia muito especial, querida. Pra você, pra mim, e pra todos que querem o teu bem.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Eu chorei

Filha,
Hoje eu chorei.

Como todas as segundas, chegamos cedinho à casa da vovó Lúcia. Você, ainda sonolenta e com uma bexiga laranja nas mãos (resquício do aniversário do Tutu) sentou-se na cama deles e chamou o vovô com seu delicado tapa nas costas... Tudo igual, como sempre.

Até que, saindo, olhei para trás para te dar tchau e você me olhou de um jeito único. A inocência do seu olhar acertou como flecha meu coração, que contraiu naquele instante e até agora ta aqui, pequenininho. Não suportei seus olhos redondinhos me olhando, querendo dizer: “Você vai embora?”. Voltei, te dei um beijo e deixei meus sentimentos na sua pequena e frágil mão e te disse que estava indo “embora” por você.

E levada pela razão, desci as escadas, tranquei a porta e entrei no carro. E chorei, porque doeu como nunca!

To aprendendo aos poucos, filha. Você ainda vai entender que crescer dói.


quarta-feira, 3 de março de 2010

Ela vai assim: nanar!


Ontem, pronta pra dormir.
Enchi de beijos.
(Macacão: Carter's)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Mais um amor

Filha, a gente tentou te manter longe desse amor bandido por experiência própria nossa. Por sabermos que trata-se de uma paixão avassaladora, que extrapola limites e rompe paradigmas.

Chegou a hora, mais cedo do que gostaríamos. Mas chegou. Você nunca o havia visto, nem sabia de sua existência nem de seus efeitos colaterais.


E você se entregou aos deleites dessa paixão - que certamente será ponderada enquanto depender de nós, seus pais.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Toc toc... Tem alguém aí?

Filha,



Não pense que nada de relevante aconteceu nesse último mês. Ao contrário: foi tanta coisa que não consegui organizar as idéias para postá-las aqui, para você.

Como o tempo tá reduzido, vou listar:

. Você aprendeu a fazer "não" com a mãozinha. Levanta o imponente indicador e chacoalha de um lado pro outro. Muito bem.

. Aprendeu, também, a pedir silêncio. Coloca o mesmo indicador (com imponência maior ainda) em frente à boca e faz um "psiiiiiuuu..." interminável e estonteante.

. Já diz, também, que vai fazer 1 aninho. Com o mesmo indicador, é claro.

. Foi ao aniversário da prima Maria Júlia e AMOU a piscina de bolinhas.


. Segurou o Natan no colo, como se ele fosse o único bebê da história.

Que delícia é te ver crescer.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A virada...

Êêêêê! Feliz ano novo!!!
Uhu! Primeira virada, filha!

Passamos os últimos dias de 2009 em Floripa, com o tio Naldo e a tia Carla - queridos, como sempre... Uma delícia!
Foi sua primeira experiência com o mar e você amou. Deu passinhos de bebê em direção às ondas, pegou conchinhas na areia com o papai sem reclamar do calor absurdo que fazia em Jurerê.


Bricou muito com a amiga Liz, ficou apaixonada pelas peripécias do Naná (e tenho para mim que estava DOIDA para puxar as madeixas dele), ganhou o primeiro dentinho e, de quebra, filou todas as papinhas que a Liz não conseguia terminar. Passamos o aniversário do papai lá e você cantou parabéns para ele, com direito a palmas e sorriso dentuço.

Voltamos pra SP no dia 30 e passamos o ano novo na casa da vovó Lúcia e do vovô Jorge, com toda nossa família: uma delícia também. Depois de orarmos, levamos você lá para a piscina para ver os fogos. A nossa expectativa com relação à sua reação era tão grande... Esperávamos que você pulasse, gritasse, batesse palmas. E você, com toda sua delicadeza, olhou para o céu, e simplesmente sorriu. Mostrou que muitas vezes a euforia deve dar espaço à leveza.


Dias bons em casa, com a família, com os amigos e com nós mesmos. Recebemos a deliciosa visita da sua prima Maria Júlia, filha do meu primo Marcelo.



Quantos amigos, né filha? Feliz você, que terá boas amizades para cultivar e crescer.
Quanto a 2010, meu desejo é que seja um ano de crescimento para você, em todos os sentidos. Que seja o primeiro ano de muitos, que seja cheio de alegria, saúde, paz, amor, felicidade... Cheio de colo carinhoso, de beijos verdadeiros, de carinho que vem do coração. De abraço bom, de novas experiências, de grandes conquistas.
Pra mim, filha, a vida com você tem novo cheiro.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Gratidão

Filha,

Há alguns meses a mamãe estava sofrendo por conta de um grande dilema. Eu precisava te colocar para dormir no seu quarto, mas não conseguia imaginar dormir sem ter você ao meu lado - no seu berço, mas ao meu lado.

Por alguns meses fui trabalhando a idéia de te migrar pro seu quarto. Questionei amigos, amigas, vovós, médicos, livros, matérias e entrevistas... Sou macho para admitir que estava bem relutante.

Eu pensava: "Fico fora de casa das 6h30 às 19h. Chego, mal dou a papinha, o banho e já coloco-a para dormir. Pouco tempo... Ela dormindo ao meu lado me dá a sensação de estar mais próxima..."

E resisti bravamente até o último domingo, quando na igreja vi um rostinho lindo no canto de uma das poltronas olhando para mim e mostrando os cinco dedos de uma mãozinha. Logo a Júlia veio me dizer que aquela pequena se chamava Maria Clara, que tinha 5 anos e era a primeira visita dela na nossa igreja. Na hora do café eu soube que ela e a mãe estavam há 3 dias dormindo nas ruas pois haviam deixado para trás uma história de violência doméstica. estavam lá buscando auxílio.

Filha, aquilo me cortou o coração! Ver a pequena Maria Clara vestir uma blusa de frio de adulto, pois não tinha como se aquecer, cortou meu coração. Ela molhava o pão no café com leite como se fosse uma iguaria deliciosa e rara. Seus olhos demonstravam ingenuidade e noção nenhuma do que estaria por vir.

Foi um dia frio, chuvoso e de muita introspecção para mim. Me senti a mais superficial das criaturas quando vi que estava "pensando se ia te colocar pra dormir no seu quarto" enquanto a Maria Clara dormia numa calçada, com uma caixa de papelão como colchão.

Naquele momento pedi perdão a Deus, porque percebi que não havia consultado Ele nessa questão... E Ele me mostrou o que eu deveria fazer por meio da vida da Maria Clara. Meu coração está numa mistura de gratidão (por tudo o que Deus faz por nós) e tristeza (por pensar no quê essa menina está passando nas ruas).

Te colocar no berço, no seu quarto, depois de um bom banho e mamadeira quente me faz refletir o quão bom Deus tem sido para nós, sendo que muitas vezes não O percebemos nos detalhes.

Espero voltar aqui para contar que essa história teve um final feliz.