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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Suas novas

Ontem, em um jantar-família em nossa casa, você perguntou à Tia Tata:

"Ta Tata, quando a nenê faz 10 anos?"

Vai demorar um pouquinho, filha. Ainda bem.


***


Dia desses você acordou contando seu sonho:

"Mamãe, a menina queria fazer cocô e fez muita força. Depois ela tomou tetê e ficou feliz."

Rá! :D


***


Você acabou de sair das fraldas - só as usa para dormir. E estamos no processo de adaptá-la a fazer cocô no banheiro... Então sábado passado acordamos abraçadinhas, e eu te disse:

- Filha, a mamãe sonhou que você pedia para ir ao banheiro e eu te levava correndo! E você, o que sonhou?

- Eu sonhei que você... você... você, você, você, você, você, você, você quer?

E dançou apontando os indicadores para mim.



Você é demais, filha.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Nosso momento

Filha,

Ontem cheguei em casa muito tarde por conta do trabalho, e você ainda estava acordada me esperando. Papai disse que você resistiu firmemente aos olhinhos que tentavam se fechar só para me ver.

Assim que cheguei, você me chamou para irmos ao seu quarto brincar. Lá ficamos uns 10 minutinhos e já percebi que o sono estava te dominando. Fizemos todo o ritual pré-soninho e nos deitamos na minha cama, juntinhas.

Primeiro, você quis contar a história, bem assim: "Era uma vez, o picnic. O picnic e a Aninha. E a lua foi lá no céu com Jesus".

Depois foi minha vez, quando percebi que você quase não prestava mais atenção em mim. Então parei a história e fechei meus olhos, como um incentivo a você fazer o mesmo. E com eles um pouco entreabertos, te vi olhando para mim, bem de pertinho. Você passava sua mãozinha com a maior suavidade no meu rosto, para não me acordar. Parecia querer registrar os detalhes. Aquele momento para mim, filha, foi precioso.

Em dias de tanta correria, de tantos problemas, de tantas agonias... Você me fez lembrar que os detalhes precisam ser apreciados com suavidade.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Inovações tecnológicas

Em dezembro de 2010 passamos alguns dias com a Tia Carla, Tio Naldo e família em Floripa. Dias deliciosos, diga-se de passagem, que já foram citados aqui.

Mas vasculhando os meus arquivos, achei esse vídeo seu, feito lá. Você se assustando com a lixeira eletrônica. Coisa mais linda da mamãe!


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Primeiros resultados da escola

Filha,

Papai acaba de me telefonar avisando que participou da reunião individual com a Professora Vivi, já que a mamãe não pôde ir por conta do trabalho. E, resumindo, sua avaliação é muito positiva.

Você reconhece formas, cores e diferencia os números das letras. Fala seu nome completo, reconhece as partes do corpo. Ama desenhar, pintar, cantar e dançar. Ama livros. Só elogios quanto a sua conduta e ao seu aprendizado.

Mas um detalhe sobressaltou a todos os comentários. A Vivi disse que você tem ajudado muito sua amiga Mariana. Ela, que é muito querida e especial, tem se desenvolvido bastante e a professora atribuiu parte desse desenvolvimento aos cuidados que você destina a ela todos os dias. Quando a turma inteira bate palmas, você está com ela para ajudá-la e vive avisando às professoras quando o nariz dela está escorrendo.

Para mim, filha, essa sua participação ativa na vida da Mariana é o maior e melhor retorno que poderíamos ter de seus primeiros meses na escola. Quando o papai me contou isso, me segurei para não desabar aqui no trabalho. É emocionante te ver crescer aprendendo o que é comum a todos, mas valorizando o que a maioria deixa de lado.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Os 2 anos mais intensos da minha vida

E lá se foi mais um ano seu.




















Até que você nascesse eu tinha uma idéia de aniversário. Eu via o dia do aniversário como uma ótima oportunidade para comemorar, via como se fosse um dia-presente, que nos permitisse acordar mais tarde, não lavar a louça e comemorar do jeito que quiséssemos. E só.



Depois que te peguei nos braços pela primeira vez e percebi a fragilidade daqueles 49,5cm e 3.370kg, mudei drasticamente meu ângulo de visão sobre muitas e muitas coisas, inclusive sobre aniversários.



Cada gripe, cada febre alta, cada choro de dor criavam pontos de restauração em meu coração (em homenagem ao papai geek), para que eu sempre me lembrasse de ser grata a Deus pelos pequenos milagres.

Dia 12 de março você completou seus dois primeiros anos. E é sobre esse último em especial que quero falar aqui.
Você cresceu muito rápido. Dia desses era só um projeto que foi estudado e planejado em seus mínimos detalhes. Em 14 de julho de 2008, era só um teste de farmácia meio positivo e muita ansiedade. No dia seguinte, era a confirmação pelo sangue e muitos olhos marejados. Depois, num piscar de olhos, já estava em nossos braços. E agora fala seu nome completo, só para contrariar todos aqueles que acharam uma "judiação" colocar um nome tão grande em você.


Você é espirituosa, inteligente e cativante. E não é opinião minha só - é senso comum. Seu vocabulário é impressionante e você consegue formar frases perfeitas, no tempo verbal correto. Mamãe-jornaleira-coruja!

Aprendeu a negociar. Quando ouve um não, retruca com um "Só um pouquinho, mamãe?". Então é só um pouquinho de danone, só um pouquinho do colo do vovô, só um pouquinho da Mel.


E você começou a estudar! No primeiro dia de aula eu tentava te ver independente, mas seus olhinhos me procurando por toda parte me fizeram lembrar que são só dois aninhos. Sua inteligência e desenvoltura por vezes me fazem pensar que já chegamos em 2019 e você está na plenitude da infância - quando na verdade você ainda é um bebê, que pede mamadeira e colo para dormir.


Você é detalhista, como eu. Observa tudo procura entender mecanismos. Já associa o papai à mamãe, o tio Ju à tia Tata e assim com todos os casais da família. Sabe diferenciar os animais e os respeita.


Seu relacionamento com Deus é um dos mais lindos que se pode ver. Antes de comer e antes de dormir você ora, quase que espontaneamente. E se por conta da correria do dia-a-dia nos esquecemos de orar em algum desses momentos, você junta suas mãozinhas e pede: "Mamãe, vamos orar?". E convence quem mais estiver por perto ou à mesa a fazer o mesmo. Até àqueles que não têm esse costume, e que provavelmente poucos adultos teríam coragem de convidar para orar.


Quando um amiguinho se machuca na escola, você coloca a mãozinha sobre ele e diz "Jesus, amém". E sempre nos mostra, orgulhosa, algum machucadinho que melhorou e diz: "Jesus curou, mamãe!".


E você foi ao seu primeiro show de rock fora da barriga da mamãe. O último antes de você nascer foi David Quinlan. Aí, com 1 ano e 5 meses foi sua estréia fora da barriga no show do Oficina G3, com a companhia de sua amiga Naomi.


Fomos ao zoológico, fomos a festas. Cortamos seus cabelos, te levamos ao parque num domingo. Te vimos dançar, te vimos cantar e fazer graça em sua primeira apresentação artística na igreja. Na encenação da peça, em meio a uma discussão programada entre dois personagens, você levantou sua mãozinha e disse bem alto: calma!! Achando que aquilo tudo era verdade, você passou de figurante à protagonista.


Te vimos adquirir novos hábitos. Na escola, aprendeu coisas novas: boas e ruins. Chegou em casa com manias feias e passou a ficar doentinha com mais frequência. É, filha... Todo crescimento dói.


Passamos o dia 12 de março relembrando seu último ano e optamos por fazer desse dia um memorial de gratidão a Deus. Você é nosso maior presente, e faz do nosso lar um lugar de paz. Te amamos, filha. Com todas as nossas forças.








terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Timão ê ô

Filha,



Preciso te falar sobre um amor, uma paixão que você já tem, masque ainda não entende por completo.



Agora que te vejo crescer tenho certeza de que a gente já nasce corinthiano. Você vê um jogo de futebol na tv e já corre falar: "Timão ê ô, mamãe!".



E isso é tão lindo de ser ver, que uma parte dos que não torcem pro Corinthians tenta te ensinar o contrário. Já tentaram te dizer que o Timão é ruim, que é feio... E por alguns instantes você até solta "Timão não..." Mas é só essa pessoa sair de perto que a essência volta.



Você vê o símbolo do Corinthians em qualquer lugar, reconhece e mostra: "Mamãe, olha o Timão!". E beija o brasão da sua camisa.



Com o tempo, filha, você vai ver que muitos ainda vão querer tirar de você essa marca, mas você mesma verá que a essência não se extrai.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Novas

Filha,


Você perceberá que se foram alguns bons dias sem passar por aqui... O que não quer dizer que grandes coisas não tenham acontecido. Pelo contrário: você externa novidades a cada dia, e nós caducamos com sua esperteza.


Você já monta frases e organiza as palavras do seu vocabulário de maneira criativa e surpreendente. Atualizando...


Ai, tusto (Ai, que susto)
Co ponho (Eu ponho)
Quer ir chão
Ai, quente
Mamãe, aqui (pra que eu me sente ao seu lado)
Banho
Saudade
Te amo
Quer mais
Vem
Calma, mamãe! (e levanta a mãozinha...)


E agora você já chama cada um de nós de maneira pessoal: mamãe Lu, papai Le, tia Tata, tio Ju, vovó Su, vovó Lu, vovô Di, vovô Jorge, tio Lele, tia Vivi, Pipi, Diele, Lolóu... Preciso dizer que suas palavras derretem nossos corações?


Você está com quase 14kg e 89cm. Os dentinhos já marcam presença e seus cabelos cresceram.


Fez sua primeira viagem sem nós. Foi para Atibaia com a vovó Lu e o vovô Jorge e passou bons momentos lá, com eles. Papai e eu quase não nos aguentamos de saudade, mas foi bom para você.


Tantas coisas pra te contar.... Aos poucos, né mamãe? :)


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Sítio

Passamos dois dias no sítio do Vovô Di, e você interagiu à beça com a natureza.

Descobriu a formiga e quis brincar o tempo todo com o filhotinho de cachorro que tinha lá. Brincou de cozinhar, e fez de uma bacia com água, algumas folhas e duas colheres os brinquedos mais legais do mundo! Passamos horas na beira da pisicna assim, brincando sem pressa, sem medo de sujar.




Experimento mas não gostou de amora, que de fato estava bem azeda. Chamou pela Tia Tata e pelo Tio Ju umas 100 vezes ao dia, e sentiu falta deles quando voltamos para casa. Tomou suco de milho, sujou os pés e fez pose para dormir, voltando pra casa.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Alô

Alô? tem alguém aí?


Bom, que seja. O propósito do blog é registrar tudo para você, filha, um dia ler.


Vamos, então, atualizar algumas coisas:


Você já tem 6 dentes! O primeiro nasceu no dia em que chegamos a Floripa para visitar o Tio Naldo e a tia Carla. Foi 25 de dezembro de 2009. Você não reclamou, uma princesa! O segundo veio na semana do seu aniversário, a tempo de deixar seu sorriso um charme para as fotos. Os outros 4, confesso não ter registrado exatamente quando chegaram, mas foram muito bem-vindos, sem febre mas com um chororô daqueles.


Seu vocabulário é bem complexo para uma criança de 1 ano e 4 meses:

- Mamãe (por eu te atender quando você fala só 'mãe', agora você chama todo mundo de mãe, só para que te atendam. Mas "mamãe" sou só eu... E o "mamãe" vem cheio de manha).

- Papai (é quem você mais reconhece em fotografias!)

- Vovô (e repete incansavelmente, para que o vovô faça as palhaçadas dele ao te ouvir chamá-lo)

- Vovó (que significa, também, colo! hehehe)

- Tia Tata (que grude, Jesus!!!)

- Tito (Dindo, tio Juninho...)

- Bô (chupeta)

- Carro (aponta todos os que vê pela rua e repete "carro, carro, carro...")

- Tetê (palavra que, normalmente, vem acompanhada de muita manha)

- Au au (Fran, Mel, Prince e qualquer outro ser que não seja humano)

- Naomi (você diz "Naom", e chama a amiguinha com a mãozinha...)

- Quer (foi a primeira palavra que você disse... aponta pra tudo o que quer e pede)

- Não (de tanto a mamãe falar)

- Oh, cai, oh! (de tanto a mamãe falar²)

- Dudu (seu priminho)

- Mais (praticamente uma carioca dizendo "maixxxxx")

- Nenê (você!)

Tanta coisa, filha... Tanta coisa...



quarta-feira, 7 de abril de 2010

Seu dia

E foi o seu dia.... Um dia delicioso, cheio de carinho, de alegrias e de supresa. Papai e eu nos esforçamos ao máximo para fazer tudo à sua altura. Tia Marcinha dedicou-se meses aos detalhes, e os colocou em prática com a ajuda da vovó Lúcia, do vovô Jorge, do Tio Pardal e dos seus padrinhos.

Um dia de muito sol, muito calor, de um céu azul intenso. Acordamos cedinho, nós duas. Fomos buscar a Tia Marcinha no metrô e por volta de 10h já estávamos nós três no salão, começando a montagem de tudo.

Em seguida os colaboradores chegaram, e a cada segundo tudo se encaixava e se concretizava do jeitinho que planejamos. Os móbiles, os cataventos, as borboletas, os laços e laços e laços e laços...

Até que... tchanam!


Os ovinhos pintados um a um pela Tia Marcinha foram o must da festa... Belezuras! E os detalhes da mesa foram friamente calculados... hihihi


Os cataventos deram um charme e me fizeram relembrar minha infância


Você acompanhou toda a montegem, e estava elétrica. Prevendo que você estaria acabada na festa se não dormisse um pouco, te levei para a casa da vovó e você dormiu um pouco, alguns minutos antes da festa começar. Tudo bem, ela só começou mesmo quando você acordou...






Você rompeu o paradigma de que a criança não curte a festa de um ano. Você curtiu, e muito. Achou o máximo ter tantas pessoas legais e que você gosta juntos no mesmo lugar. Olhava atenta a cada detalhe, e amou a retrospectiva linda.
Brincou, pulou na cama elástica, bateu palmas o "parabéns" todinho, e parecia entender que todos estavam ali por sua causa. E retribuiu a todos com lindos sorrisos.
Um dia muito especial, querida. Pra você, pra mim, e pra todos que querem o teu bem.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Eu chorei

Filha,
Hoje eu chorei.

Como todas as segundas, chegamos cedinho à casa da vovó Lúcia. Você, ainda sonolenta e com uma bexiga laranja nas mãos (resquício do aniversário do Tutu) sentou-se na cama deles e chamou o vovô com seu delicado tapa nas costas... Tudo igual, como sempre.

Até que, saindo, olhei para trás para te dar tchau e você me olhou de um jeito único. A inocência do seu olhar acertou como flecha meu coração, que contraiu naquele instante e até agora ta aqui, pequenininho. Não suportei seus olhos redondinhos me olhando, querendo dizer: “Você vai embora?”. Voltei, te dei um beijo e deixei meus sentimentos na sua pequena e frágil mão e te disse que estava indo “embora” por você.

E levada pela razão, desci as escadas, tranquei a porta e entrei no carro. E chorei, porque doeu como nunca!

To aprendendo aos poucos, filha. Você ainda vai entender que crescer dói.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Mais um amor

Filha, a gente tentou te manter longe desse amor bandido por experiência própria nossa. Por sabermos que trata-se de uma paixão avassaladora, que extrapola limites e rompe paradigmas.

Chegou a hora, mais cedo do que gostaríamos. Mas chegou. Você nunca o havia visto, nem sabia de sua existência nem de seus efeitos colaterais.


E você se entregou aos deleites dessa paixão - que certamente será ponderada enquanto depender de nós, seus pais.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Toc toc... Tem alguém aí?

Filha,



Não pense que nada de relevante aconteceu nesse último mês. Ao contrário: foi tanta coisa que não consegui organizar as idéias para postá-las aqui, para você.

Como o tempo tá reduzido, vou listar:

. Você aprendeu a fazer "não" com a mãozinha. Levanta o imponente indicador e chacoalha de um lado pro outro. Muito bem.

. Aprendeu, também, a pedir silêncio. Coloca o mesmo indicador (com imponência maior ainda) em frente à boca e faz um "psiiiiiuuu..." interminável e estonteante.

. Já diz, também, que vai fazer 1 aninho. Com o mesmo indicador, é claro.

. Foi ao aniversário da prima Maria Júlia e AMOU a piscina de bolinhas.


. Segurou o Natan no colo, como se ele fosse o único bebê da história.

Que delícia é te ver crescer.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Um pequeno passo para o homem...

Ontem você engatinhou! Foi a primeira vez que você se deslocou por mais de 2m sem ser se arrastando! Apoiou os joelhinhos e as mãos no chão e, cuidadosamente, ansiou por um pacote de presente que estava no pé de um dos sofás.

Foi lindo! Estávamos de espectadoras a vovó Lúcia e eu. Confesso que quase chorei, afinal ver cada uma de suas evoluções me torna uma pessoa melhor e mais sensível...

É isso aí, piliquiti. Rumo a grandes conquistas.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Atualizando

Tantas coisas que nem sei por onde começar...

Casamento dos seus padrinhos
Sexta-feira, dia 30/10, foi casamento do Tio Juninho e da Tia Tata. Lindo, coisa de cinema, de chorar muito. Eles estavam super felizes e bem nervosos, o que dava mais emoção ainda. E você estava um luxo... huhuhuhu... Entrou com a gente no cortejo de padrinhos e se comportou direitinho durante a cerimônia e a festa. Dormia um pouquinho, acordava dançando e dormia dançando... Isso por várias vezes até 4h.

Mexe e remexe
Essa semana você aprendeu muitas coisas:
1) Que alguns brinquedos seus fazem barulho quando se chacoalha. Agora, tudo o que você pega na mão recebe um mega agito, pra ver se faz barulho também.
2) Que bater as mãos na água da banheira durante o banho é legal e molha a mamãe.
3) Que você pode engatinhar! Você rola por todo o chão e já ensaia engatinhar.
4) Que dormir no calor é difícil. Ontem fomos para a cama às 21h30 e você rolou freneticamente na cama até 23h30, sem parar um segundo. E a madrugada toda foi assim também. Você virava de bruços, enfiava a cabeça debaixo do protetor do berço e não conseguia desvirar. Resultado: mamãe passou a noite em claro te socorrendo.

E a mamãe aprendeu também: que apesar do sono da noite em claro, do cansaço para trabalhar e das olheiras negras, você é a melhor parte de mim.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Palmas

Preciso registrar.

Domingo, dia 18 de outubro, você viu que pode bater palmas. Era só alguém começar a cantar o "Parabéns a você", que logo suas pequenas mãos se juntavam, não exatamente em palmas, mas com a intenção de corresponder à música. Que delícia!
Todos nós ficamos mais apaixonados ainda ao ver você reagindo aos nossos estímulos. E toda hora pedíamos que você batesse suas palminhas. Na terça pela manhã, estávamos indo para o carro e você, sonolenta ainda, cantarolava uma tentativa de parabéns e batia as duas mãos, com os olhos quase fechando. Doía o coração de tão gostoso.

Ontem você já estava com os movimentos mais refinados e conseguia definir melhor as palminhas. E, a qualquer momento, e mesmo sem o incentivo da música, você batia palmas. Como quem treina. Mais delícia ainda.

***
Em tempo: essa noite você começou a pegar a chupeta e tentar colocar na boca. Rumo à independência - nesse quesito, pelo menos.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O dia que você nasceu...

Filha, como demorei para começar este blog, tenho um tanto de momentos importantes para registrar que já passaram. E sinto que devo fazer isso logo, pois minha memória não é lá aquelas coisas...

Era uma quinta-feira ensolarada. Lembro-me de ter dormido bem e a noite inteira. As contrações ainda eram espaçadas, mas sentia que realmente aquele era o seu dia. Isso porque marcamos seu nascimento para o dia 12 de março, quando completaríamos 9 meses de gestação. Marcamos a data porque infelizmente eu não estava apta a tentar o parto normal, e já que era para decidir, escolhemos uma data bonita: 12. Mas, mesmo que não tivessemos decidido, aquele seria o seu dia.

Acordei bem cedo, fui até a sala e olhei para as malas que já estavam prontas e a postos, perto da porta, havia algum tempo. Peguei a filmadora, e acordei o papai para o dia mais importante da vida dele.

Era um dia incrível, bem azul e amarelo. Eu já tinha feito tudo o que devia, só faltava ajeitar os cabelos (se eu não tivesse ajeitado, certamente você teria chorado muito mais ao nascer e ver a situação da mamãe). Deitei-me no sofá para esperar o tempo passar e coloquei o DVD do Trazendo a Arca, emprestado do Tio Japa e Tia Kinha.

Devo confessar que, apesar de não aparentar, meu coração estava eufórico, numa mistura estranha de medo, ansiedade, felicidade, insegurança... Medo da cirurgia, dos procedimentos, da anestesia, de ficar sozinha na sala de recuperação sem o papai. Ansiedade para ver logo seu rosto lindo, te sentir no meu colo e ver a perfeição de Deus em você. Felicidade por realizar meu maior sonho, por ver se fazer carne o amor que papai e eu sentimos. Insegurança por não saber se daria conta de suprir todas as suas necessidades, se conseguiria plantar em você sementes boas, se te inspiraria a ter um caráter cristão... Quanta coisa!

E então, Deus sutilmente falou comigo por meio do louvor "Sobre as águas". Naquele momento comecei a chorar feito criança. Chorei bem mais do que você, horas depois. Deus me mostrava que Ele estava acima de tudo e que minhas ansiedades e medos deveriam ser lançados em Seus pés. E foi o que fiz. Assim como se faz com o pai, eu me deitei no colo dEle e chorei bastante... Daquele choro que alivia a pressão do peito. Um choro tão eufórico e estranho quanto meu coração... Também de alegria, felicidade, medo, insegurança... E entrei numa sintonia incrível com o Espírito Santo, que não me deixou um minuto sequer.



Depois de me refazer, almocei um filé de frango com purê de batatas e iniciei o jejum, necessário para a cesárea. E continuei ligada em Deus. Fui à cabeleireira e continuei ligada em Deus. Depois fomos para o hospital o papai, o vovô Jorge, a vovó Lúcia, a vovó Su e nós duas. Na internação, me senti como se estivesse fazendo check in num hotel... Mas para iniciar a estadia da melhor viagem da minha vida.

Você é muito querida, filha! Aos poucos nossos amigos e parentes iam chegando, todos muito ansiosos por sua vinda. No final das contas, o hall do berçário estava cheio de gente querida - umas 50 pessoas! O papai disse que ouviu uma pessoa comentar no elevador: "Xi, nasceu o filho do Ronaldinho! Tem muita gente aí!"... huiahaiuha....



Enquanto esperávamos a Dra. Elaine chegar, as contrações iam aumentando, e meu coração disparava. E, por volta de 19h, fomos para o centro cirúrgico. Que emoção. Quanta alegria...



Às 20h começaram os procedimentos e a Dra. Elaine confirmou o que suspeitávamos: a placenta não aguentaria mais 3h... Aquele, realmente, era o seu dia, querida! Exatamente às 20h36 você surgiu por detrás daquele pano azul, e aqueceu aquela sala fria com sua presença. Quando você começou a chorar, papai segurou sua mão pequena e falou com você... E logo você parou de chorar...



Quando ouvi seu choro pela primeira vez, chorei também... De soluçar! Eu sabia que aquele som seria um alarme pra minha vida, que seria o som mais forte, que me faria deixar tudo e todos para socorrer. Sabia que ali começava a melhor etapa da minha vida, que eu deixaria de ser eu e seria para você.



E você veio no colo da enfermeira e foi aconchegada no meu ombro.... E quando seu rosto tocou o meu rosto, você parou de chorar. Nunca vou me esquecer da sensação da sua pele naquele momento. A melhor sensação da vida! E ficamos ali, nós três, por um bom tempo, te recepcionando em nossa família com muito amor e carinho. E falávamos com você, como se você entendesse... E entendia.



Depois, você foi para o berçário e fez chorar todos os que estavam lá te esperando. E eu fui para a sala de recuperação, Tontinha da Silva.



Por volta de 22h30 eu fui para o quarto com o papai e te esperamos até 2h da manhã, quando você veio para mamar pela primeira vez. Que delícia! Apesar de não me lembrar de muita coisa, pois ainda estava sob efeito da anestesia, lembro-me bem de fazer todo o esforço do mundo para estar acordada e te alimentar.



(Aliás, eu resisti bravamente ao efeito da anestesia... O papai diz o contrário. Afirma que, durante o procedimento cirúrgico, eu falava para o anestesista: "Dr., se o sr. perguntar meu nome, digo que é Bin Laden". HA HA. Eu??? Num disse nada disso).



Foi assim que você chegou... Os outros dias no hospital foram mesclados de serenidade (sábado pela manhã foi o período mais gostoso, jamais me esquecerei daquela sensação de paz: papai colocou louvores pra tocar no notebook; vovô Jorge preparando a pregação do dia seguinte; vovó Lu, mamãe e você dormindo, como três anjinhas) e agitação (chegamos a ter mais de 30 pessoas ao mesmo tempo no quarto e quase 120 visitas no total - uhuuu queridona!).



Saímos do Hospital São Luiz dia 15 de março por volta do meio dia. E eu te carregava com todo cuidado do mundo, como uma criança que esperou por muito tempo para ter sua boneca de porcelana e quando ela chegou, envolveu-a em seus braços com todo cuidado e amor...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Dançamos ontem juntas, de rosto coladinho.

"Hoje eu me peguei
Pensando em você
Te amo e nem sei como eu amo (coisas do amor)
Quero não lembrar
Que, às vezes, sem querer
Me apanho falando em você
Lembranças de nós dois (retratos e canções)
Um filme de amor
Que nunca chega ao fim
Quem sabe se você
Ainda pensa em mim
Te amo e nem sei como eu amo
Dói no coração
As vezes que eu lembrar
Te amo e só quero te amar"



segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Saudade do que ainda não foi.

Filha, este blog é para você. Para que você saiba que cada detalhe seu é valoroso demais para nós.

Estava pensando... por que eu não comecei a escrever isso antes?

Acho que porque pretendia dedicar todo o meu tempo a te conhecer e te reconhecer... E nos tempo livres, dormir um pouco. Mas não me arrependo de ter começado agora. Você está prestes a completar 5 meses, e eu prestes a voltar ao trabalho.

Pronto, talvez seja isso. Um refúgio para a saudade que já sinto... Saudade desses nossos dias tão intensos e tão serenos juntas. De irmos dormir olhando uma para a outra e de acordarmos assim também... De passarmos as manhãs na sala brincando e as tardes com o papai.

Hoje você tomou seu primeiro suco de laranja lima. Assim como eu previa, você estranhou um pouco no começo, mas depois gostou. Diferente de como foi com a fórmula de leite.

Aliás, a fórmula de leite merece um parágrafo só pra ela. Você recusou a todo custo outro leite que não o meu. Uma semana inteira que o papai e eu tentamos te oferecer a mamadeira e você esperneava mais do que eu na hora de acordar. Agora vocês fizeram as pazes, e você a aceita à noite, antes de dormir.

Já sinto saudade disso....