quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ela vai assim: malha branca e legging

Na verdade, ela foi assim para um culto de domingo, quando tinha menos de dois meses.



. Malha branca Gôg Basic
. Legging preta Gôg Basic
. Sapato de laço prata Pimpolho,
presente da Tia Tati

Ela vai assim

Inspirada na Tia Lia (Just Lia )e no Hoje Vou Assim, vamos começar uma sessão nova aqui no Para Minha Ana.
Vamos mostrar, filha, que você é phyna e charmosa, e que dá para ser uma baby fashion.
Como tem um tanto de looks seus que não são tão recentes, mas são lindos, vamos resgatá-los.

Primeiro de todos: você, no oitavo mês de gestação, na barriga da mamãe.

Camisa branca e flor: acervo Newton Medeiros (www.newtonmedeiros.com.br)

Sapatinho de lã rosa: Carambolina

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Susto

Filha, ontem terminou um pesadelo “daqueles” na minha vida.

Há duas semanas apareceram pintinhas vermelhas no meu corpo e, em uma semana, suspeitaram que a mamãe tinha baixa de plaquetas, depois meningite e por último leucemia. Uau! Quantos nomes feios, né?
Pois é, mas o Deus a quem servimos tem um nome mais simples que esses aí, porém domina sobre tudo e todos.
Tudo não passou de um grande susto e, como conseqüência da falta da fé da mamãe, sobrou-me uma gastrite nervosa.

Mas esse blog existe não para falar de mim, e sim falar para você. E nesses dias de tensão eu só pude pensar em você, e não em mim – mas o que eu sou para você. Tantos pensamentos, tantos sentimentos.

Enfim, fato é que o poder do nosso Deus se manifestou novamente e tudo não passou de um grande susto. Um dia, filha, você vai compreender essa grandeza... Você já O louva e o adora, mesmo em sua inocência ao bater palminhas, dançar ou acompanhar um louvor com sua voz fininha e afinada. Mas um dia O compreenderá em razão.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Atualizando

Tantas coisas que nem sei por onde começar...

Casamento dos seus padrinhos
Sexta-feira, dia 30/10, foi casamento do Tio Juninho e da Tia Tata. Lindo, coisa de cinema, de chorar muito. Eles estavam super felizes e bem nervosos, o que dava mais emoção ainda. E você estava um luxo... huhuhuhu... Entrou com a gente no cortejo de padrinhos e se comportou direitinho durante a cerimônia e a festa. Dormia um pouquinho, acordava dançando e dormia dançando... Isso por várias vezes até 4h.

Mexe e remexe
Essa semana você aprendeu muitas coisas:
1) Que alguns brinquedos seus fazem barulho quando se chacoalha. Agora, tudo o que você pega na mão recebe um mega agito, pra ver se faz barulho também.
2) Que bater as mãos na água da banheira durante o banho é legal e molha a mamãe.
3) Que você pode engatinhar! Você rola por todo o chão e já ensaia engatinhar.
4) Que dormir no calor é difícil. Ontem fomos para a cama às 21h30 e você rolou freneticamente na cama até 23h30, sem parar um segundo. E a madrugada toda foi assim também. Você virava de bruços, enfiava a cabeça debaixo do protetor do berço e não conseguia desvirar. Resultado: mamãe passou a noite em claro te socorrendo.

E a mamãe aprendeu também: que apesar do sono da noite em claro, do cansaço para trabalhar e das olheiras negras, você é a melhor parte de mim.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Palmas

Preciso registrar.

Domingo, dia 18 de outubro, você viu que pode bater palmas. Era só alguém começar a cantar o "Parabéns a você", que logo suas pequenas mãos se juntavam, não exatamente em palmas, mas com a intenção de corresponder à música. Que delícia!
Todos nós ficamos mais apaixonados ainda ao ver você reagindo aos nossos estímulos. E toda hora pedíamos que você batesse suas palminhas. Na terça pela manhã, estávamos indo para o carro e você, sonolenta ainda, cantarolava uma tentativa de parabéns e batia as duas mãos, com os olhos quase fechando. Doía o coração de tão gostoso.

Ontem você já estava com os movimentos mais refinados e conseguia definir melhor as palminhas. E, a qualquer momento, e mesmo sem o incentivo da música, você batia palmas. Como quem treina. Mais delícia ainda.

***
Em tempo: essa noite você começou a pegar a chupeta e tentar colocar na boca. Rumo à independência - nesse quesito, pelo menos.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Eu sou você


Desde pequena, quando eu ganhei uma boneca grávida que vinha com um bebê na barriga falsa, eu esperava por você. Enquanto alisava a pequena mecha de cabelos da boneca "Meu Bebê", imaginava pentear seus cabelos e acariciar seu rosto. Das duas bonecas dessa que eu tinha, uma tinha o nome de Ana Carolina.


Um pouco mais crescida, já sabendo que os bebês não são trazidos pela cegonha, imaginava como seria minha família: o papai, você e eu com vocês. Fazia planos, mesmo sem ter conhecido ainda o papai, mas já sabendo que seria alguém muito especial e que viria no tempo certo.


No dia em que o vi pela primeira vez, disse a quem estava comigo que eu iria me casar com ele, mesmo sem saber quem ele era, de onde vinha e pra onde ia... Mesmo sem ter trocado uma palavra, sem saber seu nome... Eu já sabia que ele era meu e eu era dele.


Mas, voltando a você, filha... Sempre fiz planos para você, te quis desde sempre. Comprei roupinhas, mesmo sem saber se você seria menina ou menino - e não tinha vergonha quando todos me achavam precipitada por ter apenas meses de casada e por planejar um filho pra dali a 2 ou 3 anos.


Desde aquele 15 de julho, quando confirmamos a gravidez, eu sou inteiramente sua. Fui sua casa, seu conforto, seu calor, seu travesseiro. Sua fonte de energia, de água, de amor e de oxigênio. Fiz de mim o melhor habitat que um bebê em formação poderia ter: comia beterraba e cenoura todos os dias (mesmo não gostando), fazia atividade física (mesmo não querendo), não deixava nada me abalar emocionalmente, andava a passos calmos e firmes. Evitei as besteiras, que até então eram o meu combustível. Deixei de lado velhos hábitos e dei lugar à mãe que eu sempre quis ser.


Orei por você em minha barriga todos os dias, e só pedia a Deus que você fosse um bebê saudável, cheio de alegria e temente a Deus. E num é que ele me atendeu?


E hoje, além de tudo isso, sou suas pernas e te levo pra onde sei que você quer ir. Te ajudo a tocar a parede, a buscar o balão no teto, a acariciar as galinhas do enfeite da porta da cozinha. Te carrego pro banho, pro quarto, pra casa. Te conforto no choro repentino da noite, na volta do trabalho (quando, de uma menira única e emocionante, você abre os bracinhos e me chama). Estremeço e me entrego quando você me puxa pra perto de você e segura firme em mim (seja nos cabelos, nos braços, na roupa...) querendo que eu não saia mais de perto de você.


Quero ser seu ombro amigo, a mão que te segura nos primeiros passos, o colo quente e o carinho que alivia a dor. Quero ser.


E não estou escrevendo isso tudo para dizer que eu sou a melhor mãe do mundo.... Mas pra dizer que sou, sim, a mãe mais feliz de todas.


terça-feira, 15 de setembro de 2009

O dia que você nasceu...

Filha, como demorei para começar este blog, tenho um tanto de momentos importantes para registrar que já passaram. E sinto que devo fazer isso logo, pois minha memória não é lá aquelas coisas...

Era uma quinta-feira ensolarada. Lembro-me de ter dormido bem e a noite inteira. As contrações ainda eram espaçadas, mas sentia que realmente aquele era o seu dia. Isso porque marcamos seu nascimento para o dia 12 de março, quando completaríamos 9 meses de gestação. Marcamos a data porque infelizmente eu não estava apta a tentar o parto normal, e já que era para decidir, escolhemos uma data bonita: 12. Mas, mesmo que não tivessemos decidido, aquele seria o seu dia.

Acordei bem cedo, fui até a sala e olhei para as malas que já estavam prontas e a postos, perto da porta, havia algum tempo. Peguei a filmadora, e acordei o papai para o dia mais importante da vida dele.

Era um dia incrível, bem azul e amarelo. Eu já tinha feito tudo o que devia, só faltava ajeitar os cabelos (se eu não tivesse ajeitado, certamente você teria chorado muito mais ao nascer e ver a situação da mamãe). Deitei-me no sofá para esperar o tempo passar e coloquei o DVD do Trazendo a Arca, emprestado do Tio Japa e Tia Kinha.

Devo confessar que, apesar de não aparentar, meu coração estava eufórico, numa mistura estranha de medo, ansiedade, felicidade, insegurança... Medo da cirurgia, dos procedimentos, da anestesia, de ficar sozinha na sala de recuperação sem o papai. Ansiedade para ver logo seu rosto lindo, te sentir no meu colo e ver a perfeição de Deus em você. Felicidade por realizar meu maior sonho, por ver se fazer carne o amor que papai e eu sentimos. Insegurança por não saber se daria conta de suprir todas as suas necessidades, se conseguiria plantar em você sementes boas, se te inspiraria a ter um caráter cristão... Quanta coisa!

E então, Deus sutilmente falou comigo por meio do louvor "Sobre as águas". Naquele momento comecei a chorar feito criança. Chorei bem mais do que você, horas depois. Deus me mostrava que Ele estava acima de tudo e que minhas ansiedades e medos deveriam ser lançados em Seus pés. E foi o que fiz. Assim como se faz com o pai, eu me deitei no colo dEle e chorei bastante... Daquele choro que alivia a pressão do peito. Um choro tão eufórico e estranho quanto meu coração... Também de alegria, felicidade, medo, insegurança... E entrei numa sintonia incrível com o Espírito Santo, que não me deixou um minuto sequer.



Depois de me refazer, almocei um filé de frango com purê de batatas e iniciei o jejum, necessário para a cesárea. E continuei ligada em Deus. Fui à cabeleireira e continuei ligada em Deus. Depois fomos para o hospital o papai, o vovô Jorge, a vovó Lúcia, a vovó Su e nós duas. Na internação, me senti como se estivesse fazendo check in num hotel... Mas para iniciar a estadia da melhor viagem da minha vida.

Você é muito querida, filha! Aos poucos nossos amigos e parentes iam chegando, todos muito ansiosos por sua vinda. No final das contas, o hall do berçário estava cheio de gente querida - umas 50 pessoas! O papai disse que ouviu uma pessoa comentar no elevador: "Xi, nasceu o filho do Ronaldinho! Tem muita gente aí!"... huiahaiuha....



Enquanto esperávamos a Dra. Elaine chegar, as contrações iam aumentando, e meu coração disparava. E, por volta de 19h, fomos para o centro cirúrgico. Que emoção. Quanta alegria...



Às 20h começaram os procedimentos e a Dra. Elaine confirmou o que suspeitávamos: a placenta não aguentaria mais 3h... Aquele, realmente, era o seu dia, querida! Exatamente às 20h36 você surgiu por detrás daquele pano azul, e aqueceu aquela sala fria com sua presença. Quando você começou a chorar, papai segurou sua mão pequena e falou com você... E logo você parou de chorar...



Quando ouvi seu choro pela primeira vez, chorei também... De soluçar! Eu sabia que aquele som seria um alarme pra minha vida, que seria o som mais forte, que me faria deixar tudo e todos para socorrer. Sabia que ali começava a melhor etapa da minha vida, que eu deixaria de ser eu e seria para você.



E você veio no colo da enfermeira e foi aconchegada no meu ombro.... E quando seu rosto tocou o meu rosto, você parou de chorar. Nunca vou me esquecer da sensação da sua pele naquele momento. A melhor sensação da vida! E ficamos ali, nós três, por um bom tempo, te recepcionando em nossa família com muito amor e carinho. E falávamos com você, como se você entendesse... E entendia.



Depois, você foi para o berçário e fez chorar todos os que estavam lá te esperando. E eu fui para a sala de recuperação, Tontinha da Silva.



Por volta de 22h30 eu fui para o quarto com o papai e te esperamos até 2h da manhã, quando você veio para mamar pela primeira vez. Que delícia! Apesar de não me lembrar de muita coisa, pois ainda estava sob efeito da anestesia, lembro-me bem de fazer todo o esforço do mundo para estar acordada e te alimentar.



(Aliás, eu resisti bravamente ao efeito da anestesia... O papai diz o contrário. Afirma que, durante o procedimento cirúrgico, eu falava para o anestesista: "Dr., se o sr. perguntar meu nome, digo que é Bin Laden". HA HA. Eu??? Num disse nada disso).



Foi assim que você chegou... Os outros dias no hospital foram mesclados de serenidade (sábado pela manhã foi o período mais gostoso, jamais me esquecerei daquela sensação de paz: papai colocou louvores pra tocar no notebook; vovô Jorge preparando a pregação do dia seguinte; vovó Lu, mamãe e você dormindo, como três anjinhas) e agitação (chegamos a ter mais de 30 pessoas ao mesmo tempo no quarto e quase 120 visitas no total - uhuuu queridona!).



Saímos do Hospital São Luiz dia 15 de março por volta do meio dia. E eu te carregava com todo cuidado do mundo, como uma criança que esperou por muito tempo para ter sua boneca de porcelana e quando ela chegou, envolveu-a em seus braços com todo cuidado e amor...